J. H. Thornwell conclui sua palestra sobre “"The Nature and Limits of Our Knowledge of God” (A Natureza e Limites do Nosso Conhecimento de Deus) da seguinte forma:
Primeiro, os “problemas” com todas essas doutrinas têm sido conclusivamente resolvidos, freqüentemente apenas apontando que não existem problemas em primeiro lugar – eles foram inventados pela tradição e filosofia humana. Se Thornwell não conhece ou recusa aceitar essas soluções, isso é falha dele. Mas quando ele propõe que a “ignorância” é a “solução” para todos esses problemas, então devemos protestar que tudo da Escritura é contra ele, tanto em seu padrão como conteúdo. A Escritura não usa a ignorância como uma escusa para os crentes ou como uma defesa contra os incrédulos. Ela não admite nenhuma incoerência interna, e não apela à infinitude de Deus ou à finitude do homem para “resolver” o problema. Quando seguimos Thornwell, que representa apenas um dos muitos como ele, introduzimos confusão e falsa humildade nos cristãos, e ao invés de exaltar a verdade do evangelho diante dos incrédulos, confirmamos eles em sua descrença e irreverência.
De fato, começar nossa consideração da doutrina de Deus com sua incompreensibilidade, e introduzir pessimismo para os crentes, é modelar a disposição pagã de suprimir o conhecimento de Deus, talvez a partir de um motivo similar, isto é, abrir lugar para a incredulidade, discórdia e desobediência contra ele. A diferença é o ponto de partida para a negação – os incrédulos negam a Deus num ponto anterior – mas o princípio é idêntico. E de fato descobrimos que a incompreensibilidade de Deus é freqüentemente usada como uma escusa para rejeitar as respostas de Deus a inúmeras questões doutrinárias.
Insistir que não podemos entender algo quando Deus repetidamente a explica e responde todas as questões sobre ela – por exemplo, quando diz respeito ao “problema” do mal – é apenas uma forma polida de dizer que rejeitamos a revelação de Deus sobre o assunto. É uma tentativa de pensar como o diabo, mas falar como um santo. E é dessa forma que ensinos sobre a incompreensibilidade de Deus e a finitude da mente humana são, na maioria dos casos, usados para demonstrar falsa humildade e disfarçar rebelião grosseira contra a revelação explícita e completa de Deus.
Suponha que exista uma criança cujos pais entendem como ela processa a informação e forneçam a ela explicações e instruções detalhadas, mas ela tapa seus ouvidos e grita: “Não! Não! Não! Eu não entendo! Vocês são por demais sábios e maduros, muito além de mim, mas eu sou apenas uma criança. Não posso entender o que vocês estão dizendo”. Não há humildade aqui; antes, ela zomba de seus pais e despreza a autoridade deles. El é uma criança irritante e desobediente que precisa de correção e disciplina.
Agora, é Deus é infinitamente maior que os pais humanos, de forma que ele está de fato muito além do nosso entendimento? Sim, mas ele é também infinitamente mais versado sobre a mente humana, infinitamente mais capaz de explicar a si mesmo, com um acesso infinitamente maior às nossas almas pelo seu Espírito. Se falamos com fé e honestidade, teremos que dizer que podemos conhecer a Deus e sua vontade muito mais do que podemos conhecer nossos pais humanos. Isso pode não ser muito ainda, comparado a tudo o que existe para ser conhecido sobre um ser infinito. Nunca poderemos saber tudo sobre ele, mas conhecemos nossos pais bem menos.
Paulo escreve: “Pois, quem conhece os pensamentos do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente” (1 Coríntios 2:11-12). Em nós mesmos, não temos acesso à mente do homem nem à mente de Deus, mas Deus nos revelou a sua mente (não a mente de outros homens) pelo seu Espírito. A Escritura é consistentemente otimista sobre a capacidade dos cristãos conhecer a Deus. A doutrina tradicional da incompreensibilidade de Deus que ensina o posto é absolutamente condenável.
Os críticos podem dizer agora: “Ah, agora ele alega ter todas as respostas”. Baseado no padrão das objeções anteriores, deveríamos antecipar isso como uma possível reação. Mas essa resposta mostra uma vez mais quão obcecados eles estão com personalidade e consigo mesmo. Quanto um cristão em particular sabe é irrelevante para uma formulação apropriada da doutrina. Nossa preocupação principal tem sido a posição bíblica, ou o princípio do assunto. Também, durante toda a nossa discussão deixamos claro que esse otimismo bíblico é aplicado a todos os cristãos, embora seja retido daqueles que permanecem em incredulidade. Por outro lado, os nossos críticos e os teólogos que eles seguem desejam impor suas próprias limitações sobre todos os crentes, e mesmo sobre o conteúdo da Palavra de Deus e o poder do Espírito de Deus.
Nossa ignorância do Infinito é a verdadeira solução dos problemas mais perplexantes que encontramos a cada passo no estudo da verdade divina. Temos ganhado um grande ponto quando descobrimos que eles são realmente insolúveis – que contém um elemento que não podemos entender, e sem o qual o todo deve permanecer um mistério inexplicável. As doutrinas da Trindade, da encarnação, da presciência de Deus e da liberdade do homem, a permissão da queda, a propagação do pecado original, as operações da graça eficaz, todos esses são fatos claramente ensinados; como fatos podem ser prontamente aceitos, mas desafiam todos os esforços de reduzi-los à ciência.Ele parece dizer que se não podemos “reduzi-los à ciência”, então eles são “inexplicáveis”. Ele está realmente afirmando essa relação? Algo é “ciência” ou então é inexplicável? Por que? E o que ele quer dizer por “ciência”? Por que deveríamos reduzir algo à “ciência”? Não gastaremos tempo com essas perguntas. Nesse ponto, precisamos observar apenas que ele chama aquelas doutrinas mencionadas de “inexplicáveis”, e que carregam problemas que são “insolúveis”.
Primeiro, os “problemas” com todas essas doutrinas têm sido conclusivamente resolvidos, freqüentemente apenas apontando que não existem problemas em primeiro lugar – eles foram inventados pela tradição e filosofia humana. Se Thornwell não conhece ou recusa aceitar essas soluções, isso é falha dele. Mas quando ele propõe que a “ignorância” é a “solução” para todos esses problemas, então devemos protestar que tudo da Escritura é contra ele, tanto em seu padrão como conteúdo. A Escritura não usa a ignorância como uma escusa para os crentes ou como uma defesa contra os incrédulos. Ela não admite nenhuma incoerência interna, e não apela à infinitude de Deus ou à finitude do homem para “resolver” o problema. Quando seguimos Thornwell, que representa apenas um dos muitos como ele, introduzimos confusão e falsa humildade nos cristãos, e ao invés de exaltar a verdade do evangelho diante dos incrédulos, confirmamos eles em sua descrença e irreverência.
De fato, começar nossa consideração da doutrina de Deus com sua incompreensibilidade, e introduzir pessimismo para os crentes, é modelar a disposição pagã de suprimir o conhecimento de Deus, talvez a partir de um motivo similar, isto é, abrir lugar para a incredulidade, discórdia e desobediência contra ele. A diferença é o ponto de partida para a negação – os incrédulos negam a Deus num ponto anterior – mas o princípio é idêntico. E de fato descobrimos que a incompreensibilidade de Deus é freqüentemente usada como uma escusa para rejeitar as respostas de Deus a inúmeras questões doutrinárias.
Insistir que não podemos entender algo quando Deus repetidamente a explica e responde todas as questões sobre ela – por exemplo, quando diz respeito ao “problema” do mal – é apenas uma forma polida de dizer que rejeitamos a revelação de Deus sobre o assunto. É uma tentativa de pensar como o diabo, mas falar como um santo. E é dessa forma que ensinos sobre a incompreensibilidade de Deus e a finitude da mente humana são, na maioria dos casos, usados para demonstrar falsa humildade e disfarçar rebelião grosseira contra a revelação explícita e completa de Deus.
Suponha que exista uma criança cujos pais entendem como ela processa a informação e forneçam a ela explicações e instruções detalhadas, mas ela tapa seus ouvidos e grita: “Não! Não! Não! Eu não entendo! Vocês são por demais sábios e maduros, muito além de mim, mas eu sou apenas uma criança. Não posso entender o que vocês estão dizendo”. Não há humildade aqui; antes, ela zomba de seus pais e despreza a autoridade deles. El é uma criança irritante e desobediente que precisa de correção e disciplina.
Agora, é Deus é infinitamente maior que os pais humanos, de forma que ele está de fato muito além do nosso entendimento? Sim, mas ele é também infinitamente mais versado sobre a mente humana, infinitamente mais capaz de explicar a si mesmo, com um acesso infinitamente maior às nossas almas pelo seu Espírito. Se falamos com fé e honestidade, teremos que dizer que podemos conhecer a Deus e sua vontade muito mais do que podemos conhecer nossos pais humanos. Isso pode não ser muito ainda, comparado a tudo o que existe para ser conhecido sobre um ser infinito. Nunca poderemos saber tudo sobre ele, mas conhecemos nossos pais bem menos.
Paulo escreve: “Pois, quem conhece os pensamentos do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente” (1 Coríntios 2:11-12). Em nós mesmos, não temos acesso à mente do homem nem à mente de Deus, mas Deus nos revelou a sua mente (não a mente de outros homens) pelo seu Espírito. A Escritura é consistentemente otimista sobre a capacidade dos cristãos conhecer a Deus. A doutrina tradicional da incompreensibilidade de Deus que ensina o posto é absolutamente condenável.
Os críticos podem dizer agora: “Ah, agora ele alega ter todas as respostas”. Baseado no padrão das objeções anteriores, deveríamos antecipar isso como uma possível reação. Mas essa resposta mostra uma vez mais quão obcecados eles estão com personalidade e consigo mesmo. Quanto um cristão em particular sabe é irrelevante para uma formulação apropriada da doutrina. Nossa preocupação principal tem sido a posição bíblica, ou o princípio do assunto. Também, durante toda a nossa discussão deixamos claro que esse otimismo bíblico é aplicado a todos os cristãos, embora seja retido daqueles que permanecem em incredulidade. Por outro lado, os nossos críticos e os teólogos que eles seguem desejam impor suas próprias limitações sobre todos os crentes, e mesmo sobre o conteúdo da Palavra de Deus e o poder do Espírito de Deus.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (novembro/2007)

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