Além do mais, assim como o povo de uma nação conquistada era transferido para a terra do vencedor no mundo antigo, a linguagem do versículo 13 sugere que o reino da luz triunfou sobre o reino das trevas (veja também 2:15). Para nós que cremos, esse é um resgate. Mas também significa que aqueles que permanecem não-cristãos são um povo derrotado – são perdedores. Nossa vitória um dia se tornará óbvia, mesmo aos rebeldes obstinados, visto que aqueles que crêem estarão com o Senhor Jesus, enquanto os demais serão lançados no lago de fogo.
Mas mesmo agora nossa autoridade sobre as trevas é demonstrada, entre outras coisas, em nossos poderes intelectuais superiores (em conhecer e afirmar a verdade, e em refutar o erro, mediante a pregação e argumentação), em nosso potencial ético superior (em nossa habilidade de buscar o bem e resistir ao mal) e em nossa postura existencial superior (em nosso controle sobre as emoções, ao exibir contentamento, paciência e perseverança em meio a circunstâncias adversas).
O contraste entre luz e trevas é enorme! Então, como traímos ao Senhor Jesus e nos tornamos servos inúteis quando negligenciamos ou comprometemos esse contraste – isto é, quando minimizamos a diferença entre Cristo e Satanás. Como mencionado, por causa desse contraste repetido na Escritura, suavizar nossa visão para com a condição não-cristã é também reduzir nossa apreciação da redenção, da graça de Deus e do sacrifício de Cristo. Elogiar um é condenar o outro, e nesse caso, quanto mais condenamos um, mais elogiamos o outro (Lucas 7:42-43, 47; Romanos 5:20).
Finalmente, diminuir o contraste entre luz e trevas também distorce a natureza do ministério do evangelho. Jesus disse a Paulo ao comissioná-lo ao ministério: “Eu o envio para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:17-18). Isso é consistente com o que Paulo diz em nossa passagem, que os cristãos foram chamados para receber o perdão e uma herança, mas que, por outro lado, os não-cristãos estão sob “o poder de Satanás”, que eles são “trevas”, e que alguém deve “abrir-lhes os olhos” para que vejam a verdade – não que sejam cegos fisicamente, é claro, mas intelectualmente estúpidos.
Algumas vezes é dito que os não-cristãos são tolos, irracionais e ignorantes sobre as coisas espirituais, mas que muitos deles são gênios quando diz respeito a questões naturais. Mas pelo menos nesse contexto, essa é uma distinção enganosa, pois tudo está relacionado ao espiritual de tal forma que é necessariamente determinado por ele. Visto que existe um Deus, e ele é como se revela na Escritura, a visão não-cristã da ciência, filosofia, ética, arte, cultura e política – a visão não-cristã sobre tudo – não pode ser correta. Assim, se os incrédulos são tolos, irracionais e ignorantes sobre as coisas espirituais, eles são tolos, irracionais e ignorantes sobre tudo.
Mas como podemos tornar as trevas em luz? Como é possível converter uma pessoa tão má, tão ímpia? Como é possível ensinar a uma pessoa que é tão estúpida, tão irracional? E como é possível encher tal pessoa miserável com alegria indizível, contentamento e ação de graças? “Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis” (Mateus 19:26). O ministério do evangelho é o meio ordenado por Deus para converter pecadores das trevas para a luz. Pregamos a “Jesus Cristo, o Senhor” para eles, para que o mesmo Deus que disse, “das trevas resplandeça a luz”, possa fazer sua luz brilhar em seus corações. Assim, temos este poder, este tesouro em vasos de barro, realizando aquilo que está além da nossa habilidade humana, “para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós”(2 Coríntios 4:3-7). Manter o extremo contraste entre luz e trevas honra a graça e o poder de Deus na conversão.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (novembro/2007)
Mas mesmo agora nossa autoridade sobre as trevas é demonstrada, entre outras coisas, em nossos poderes intelectuais superiores (em conhecer e afirmar a verdade, e em refutar o erro, mediante a pregação e argumentação), em nosso potencial ético superior (em nossa habilidade de buscar o bem e resistir ao mal) e em nossa postura existencial superior (em nosso controle sobre as emoções, ao exibir contentamento, paciência e perseverança em meio a circunstâncias adversas).
O contraste entre luz e trevas é enorme! Então, como traímos ao Senhor Jesus e nos tornamos servos inúteis quando negligenciamos ou comprometemos esse contraste – isto é, quando minimizamos a diferença entre Cristo e Satanás. Como mencionado, por causa desse contraste repetido na Escritura, suavizar nossa visão para com a condição não-cristã é também reduzir nossa apreciação da redenção, da graça de Deus e do sacrifício de Cristo. Elogiar um é condenar o outro, e nesse caso, quanto mais condenamos um, mais elogiamos o outro (Lucas 7:42-43, 47; Romanos 5:20).
Finalmente, diminuir o contraste entre luz e trevas também distorce a natureza do ministério do evangelho. Jesus disse a Paulo ao comissioná-lo ao ministério: “Eu o envio para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:17-18). Isso é consistente com o que Paulo diz em nossa passagem, que os cristãos foram chamados para receber o perdão e uma herança, mas que, por outro lado, os não-cristãos estão sob “o poder de Satanás”, que eles são “trevas”, e que alguém deve “abrir-lhes os olhos” para que vejam a verdade – não que sejam cegos fisicamente, é claro, mas intelectualmente estúpidos.
Algumas vezes é dito que os não-cristãos são tolos, irracionais e ignorantes sobre as coisas espirituais, mas que muitos deles são gênios quando diz respeito a questões naturais. Mas pelo menos nesse contexto, essa é uma distinção enganosa, pois tudo está relacionado ao espiritual de tal forma que é necessariamente determinado por ele. Visto que existe um Deus, e ele é como se revela na Escritura, a visão não-cristã da ciência, filosofia, ética, arte, cultura e política – a visão não-cristã sobre tudo – não pode ser correta. Assim, se os incrédulos são tolos, irracionais e ignorantes sobre as coisas espirituais, eles são tolos, irracionais e ignorantes sobre tudo.
Mas como podemos tornar as trevas em luz? Como é possível converter uma pessoa tão má, tão ímpia? Como é possível ensinar a uma pessoa que é tão estúpida, tão irracional? E como é possível encher tal pessoa miserável com alegria indizível, contentamento e ação de graças? “Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis” (Mateus 19:26). O ministério do evangelho é o meio ordenado por Deus para converter pecadores das trevas para a luz. Pregamos a “Jesus Cristo, o Senhor” para eles, para que o mesmo Deus que disse, “das trevas resplandeça a luz”, possa fazer sua luz brilhar em seus corações. Assim, temos este poder, este tesouro em vasos de barro, realizando aquilo que está além da nossa habilidade humana, “para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós”(2 Coríntios 4:3-7). Manter o extremo contraste entre luz e trevas honra a graça e o poder de Deus na conversão.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (novembro/2007)

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