sábado, outubro 27, 2007

Colossenses 1:9-14, Parte 1


Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual. E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados. (Colossenses 1:9-14, NVI)

O Cristianismo muda as pessoas. Um convertido a essa fé “nasce de novo” e se torna diferente do que era antes. A Escritura enfatiza a necessidade dessa mudança, e explica-a aos seus convertidos. As cartas de Paulo fornecem bons exemplos dessa ênfase, dizendo aos seus leitores sobre essa diferença, como pensar sobre essa nova vida, e como vivê-la. Além do fato que a verdade possui valor intrínseco e, portanto, deve ser conhecida, é necessário entender a condição da pessoa antes e após a conversão – e assim, a natureza dessa mudança – por várias razões.

É necessário para ministrar aos não-cristãos – na pregação do evangelho a eles, ou evangelismo. Sem um entendimento da condição do não-cristão, ele não pode ser informado, para não dizer persuadido, quanto ao motivo dele precisar da salvação em primeiro lugar. Quais são as diferenças espirituais e intelectuais entre o cristão e o não-cristão? Se o cristão não sabe a resposta, então por que e como ele recomenda a fé ao não-cristão?

É necessário para ministrar aos cristãos – ao decidir nossa agenda e ênfase na pregação, na educação teológica, na formulação de políticas da igreja, na paternidade, e assim por diante. Um dos fatores decisivos na consideração desses aspectos do ministério aos crentes é nossa visão da condição do pecador e o mundo e cultura não-cristão. Se as diferenças intelectuais e éticas são pequenas, então o mandamento bíblico para se despir do velho homem e se vestir do novo seria desnecessário e, de fato, quase sem sentido.

Se consideramos ou não a cultura não-cristã como consistente com a cosmovisão cristã também faz diferença. O pensamento não-cristão é falso, enganoso, irracional, satânico, ou contribui para o nosso conhecimento da verdade? Por exemplo, se o pensamento não-cristão é absolutamente corrompido e incompetente, então não deveria haver nenhuma tentativa de harmonizar a Escritura com a ciência e filosofia não-cristã. Pelo contrário, perceberíamos que já temos a verdade na Escritura e refutaríamos o oponente.

É necessário para ministrar a Deus – em oração, adoração e ação de graças. “Ministrar” aqui, é claro, significa serviço, e embora Deus não precise do nosso serviço, ele o requer (Atos 17:25). Quando Paulo escreve que devemos estar “dando graças ao Pai” (v. 12), ele também descreve o que o Pai fez por nós. Dar graças sem saber pelo o que está se agradecendo, ou dar graças por nada, tornaria a ação de graças um gesto sem sentido. Mas a Escritura diz que Deus fez algo por nós, um ato cuja magnitude é tal que merece nossa gratidão eterna.

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