Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que têm por todos os santos, por causa da esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês. Por todo o mundo este evangelho vai frutificando e crescendo, como também ocorre entre vocês, desde o dia em que o ouviram e entenderam a graça de Deus em toda a sua verdade. Vocês o aprenderam de Epafras, nosso amado cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco, que também nos falou do amor que vocês têm no Espírito. (NVI)
Algumas pessoas têm aversão à palavra “religião” e preferem não ter nada a ver com ela. Entre elas, aqueles que se consideram cristãos opõem-se à palavra sobre o fundamento que o Cristianismo não é uma religião, mas uma “vida” ou “relacionamento”. Mas esse desdém para com a palavra é baseado em ignorância e falsa piedade.
Primeiro, podemos questionar se as palavras “vida” e “relacionamento” são de fato descrições adequadas da fé cristã. O relato bíblico dessa vida e relacionamento é muito mais rico do que pensam a maioria das pessoas que preferem essas palavras como descrições da fé. De fato, a Escritura inclui muitas coisas em sua exposição dessa vida e relacionamento que essas pessoas estão procurando excluir ao rejeitar a palavra “religião”.
No dicionário Merriam-Webster, uma definição principal de religião é “o serviço ou adoração a Deus”. Isso pode parecer muito específico para alguns filósofos, mas o cristão mediano dificilmente protestaria contra. Mesmo que a definição seja insuficiente, não há nada repulsivo ou não-espiritual nela. E sem dúvida, “o serviço ou adoração a Deus” pode incluir a idéia de uma vida ou um relacionamento, mas é também amplo o suficiente para incluir mais, ou mais das coisas que estão envolvidas nesta vida ou relacionamento.
Então, uma segunda definição é “um conjunto pessoal ou sistema institucionalizado de atitudes, crenças e práticas religiosas”. Isso provavelmente representa a idéia de “religião” que muitos cristãos dissociam de sua fé ou qualquer vida espiritual legítima. Contudo, não há nada inerentemente errado nessa idéia de religião; antes, precisamos saber o que tem sido personalizado ou institucionalizado. Se for uma religião verdadeira, então ela deveria ser personalizada. Se essa religião verdadeira endossa uma organização formal em suas operações, então ela deveria ser institucionalizada.
Institucionalizar algo significa “incorporar num sistema estruturado e, com freqüência, altamente formalizado”. Isso poderia ser correto ou errado, e a forma como é feito poderia ser correta ou errada. Um “sistema… altamente formalizado” poderia canonizar um conjunto de tradições humanas, resultando na repudiação da ortodoxia doutrinária e liberdade espiritual. Contudo, a falta então reside no que é formalizado, e não na idéia em si de uma organização formal. Assim, mesmo a institucionalização não tem nada inerentemente censurável, nem é necessariamente oposta ao ou pelo Cristianismo.
Assim, por exemplo, se não é errado para um crente dizer que “o Cristianismo é o único serviço ou adoração verdadeira a Deus”, então não é errado ele dizer que “o Cristianismo é a única religião verdadeira”. Da mesma forma, não existe nenhum problema com a primeira e segunda definição do Webster's New World Dictionary: “crença num poder ou poderes divino ou super-humano, que deve ser obedecido e adorado como o(s) criador(es) e governador(es) do universo” e “qualquer sistema específico de crença e adoração, freqüentemente envolvendo um código de ética e uma filosofia”.
Se uma pessoa insiste sobre uma definição privada de religião que a torne errada ou anti-bíblica, então sem dúvida não deveria aplicá-la ao Cristianismo, mas ele não tem nenhum fundamento para impor tal definição sobre outras pessoas. O ponto é que quando consideramos as definições comuns dos dicionários, a declaração “o Cristianismo não é uma religião” é falsa, e de fato anti-bíblica. Sem dúvida o Cristianismo é uma religião. E se estamos considerando essas definições, então a pessoa que diz “Dê-me Jesus, e não religião” está nos dizendo que ela não quer nada que tenha a ver com “o serviço e adoração a Deus”.
A distinção necessária não é entre religião e relacionamento, visto que pelo menos mediante as definições de dicionários, uma religião pode incluir um relacionamento. Antes, a distinção necessária é entre uma religião boa e má, uma religião verdadeira e falsa. O Cristianismo é superior ao Islamismo, Budismo e outros, não porque é um relacionamento enquanto os outros são meras religiões. Todos são religiões! A diferença é que o Cristianismo é verdadeiro e o restante é falso. O Cristianismo é uma religião divinamente revelada. É a palavra de Deus mesmo sobre o apropriado serviço e adoração a Deus. Todas as outras religiões são invenções humanas e demoníacas.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (outubro/2007)

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