1 PEDRO 2:4-12
À medida que se aproximam dele, a pedra viva rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo. Pois assim é dito na Escritura: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado”. Portanto, para vocês, os que crêem, esta pedra é preciosa; mas para os que não crêem, “a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”, e, “pedra de tropeço e rocha que faz cair”. Os que não crêem tropeçam, porque desobedecem à mensagem; para o que também foram destinados. Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam. Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.
À exemplo das passagens anteriores, esta também é rica de conceitos teológicos, e há várias formas de abordá-la. Com isso quero dizer que há várias formas em que podemos estruturar uma exposição dessa passagem. Para esse estudo, optei iniciar com o que ela diz sobre Cristo, e então sobre o que diz daqueles que O rejeitam, e então sobre o que diz daqueles que crêem nEle. A seguir iremos também discutir a aplicação que Pedro faz daquilo que aqui ensina.
Pedro chama Cristo de “pedra viva” (v. 4). Alguns comentaristas protestam e vêem isso como algo surpreendente. Grudem considera que é “uma metáfora temerária”, e temerária “porque pedras não vivem”. No entanto, uma vez admitindo que seja uma metáfora, não há nada particularmente temerário em fazer uma analogia entre uma pessoa e um objeto inanimado (ou vice-versa). De fato, como metáfora, não haveria problema mesmo em chamar Cristo simplesmente de “pedra”, e explicitamente chamá-lo de pedra viva faz isso muito menos temerário ou surpreendente.
Hillyer é ainda mais infeliz ao tratar isso como “um paradoxo alarmante”, novamente, “porque uma pedra é qualquer coisa menos viva”. Poderia nos alarmar se Pedro fosse chamar Cristo de pedra morta, mas como metáfora, não há nada alarmante ou paradoxal em chamá-lo de pedra, e muito menos em chamá-lo de pedra viva. Não é alarmante chamar uma pessoa instruída de “enciclopédia ambulante”, ainda que a enciclopédia não é um objeto vivo – estamos empregando uma metáfora. Da mesma forma, quando Cristo se auto-proclama “a porta” (João 10:7), ele não precisa dizer “porta viva”. E quando ele chama seu povo de “ovelhas”, não precisa dizer “ovelhas humanas”! Uma metáfora é uma metáfora.
O sentido da metáfora não implica que exista uma tensão entre a natureza inanimada de uma pedra e o fato que essa pedra seja viva, pois Pedro está fazendo um contraste entre o templo inanimado de Jerusalém e o templo vivo que é a igreja. Nós falaremos um pouco mais sobre esse templo vivo, posteriormente, no capítulo; entrementes, nós precisamos continuar pensando em Cristo como uma pedra no contexto da nossa passagem.
Traduzido por: Marcelo Herberts
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sábado, julho 22, 2006
Comentário sobre 1 Pedro (38)
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