sábado, julho 22, 2006

Comentário sobre 1 Pedro (37)


Temos sido muito zelosos em considerar a visão desfavorável que Pedro tinha dos incrédulos e a visão elevada da graça que esse mesmo apóstolo tinha, pois apenas quando compreendemos o que diz aqui é que podemos, pela nossa exposição, refletir a sabedoria pastoral demonstrada em sua carta. Pedro está escrevendo a cristãos que estariam enfrentando várias formas de miséria e perseguição. Como ele os está preparando? Definindo suas exortações sobre uma teologia de salvação – da eleição de Deus, da depravação do homem, da redenção por Cristo e do poder do Espírito na regeneração e na santificação.

Essa é a abordagem geral que devemos seguir quando nos preparamos, e se é o caso de sermos líderes na igreja, preparar a nossa comunidade contra os ataques dos incrédulos. Teologia sólida é o que prepara as pessoas para os vários tipos de privação e perseguição que elas irão enfrentar.

Aplique isso aos sermões; os pastores não devem partir de imperativos, mas de indicativos sobre as realidades da salvação cristã. Não simplesmente comande as pessoas – alimente-as, de forma que terão o vigor espiritual para obedecer o que é ordenado. Pregue sobre a graça que chegou a elas, sobre a diferença que tem representado, e sobre a nova identidade, a nova vida e a nova comunidade a graça lhes deu.

Então, comece a combinar os imperativos com os indicativos. No processo, lembre as pessoas da mentalidade tola e vida pecaminosa que constituía seu passado. Nunca permita que elas imaginem uma versão romantizada do seu passado. Faça com que elas lembrem que eram tolas e escravas do pecado. Agora que Cristo as salvou, é tempo de investir nessa nova vida, lançar fora o passado e mover-se para frente com Cristo.

O crescimento estável depende de um apetite saudável pelos alimentos apropriados (2:2). Pelo pecado, negligência e falsos ensinos, os crentes podem freqüentemente se tornar espiritualmente doentes e ter seu apetite deteriorado. A solução envolve um retorno à dieta apropriada (doutrina genuína), o exercício regular (comunhão e ministério), a intercessão pastoral pela cura e a renovação das suas almas, e se necessário, a cirurgia espiritual (confrontação e aconselhamento pessoais).

Traduzido por: Marcelo Herberts
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