O versículo 20 diz que Cristo foi “escolhido antes da criação do mundo, mas revelado nestes últimos tempos em favor de vocês” (1 Pedro 1:20, NVI). Isso nos fala o que temos sugerido acima, que a redenção não foi uma reflexão posterior e nem mesmo uma reação ao pecado, mas Deus já tinha decretado que Cristo redimiria os eleitos por seu sangue, mesmo antes da criação.
Podemos dizer algo aqui sobre a ordem dos decretos eternos, e em conexão com isto, sobre o supralapsarianismo e infralapsarianismo. Agora, porque Deus é eterno e onisciente, não há nenhum ponto em seu pensamento em que ele não saiba todas as coisas ou não tenha decidido tudo; portanto, quando falamos de ordem na mente de Deus, estamos nos referindo à ordem lógica e não ordem cronológica.
O infralapsarianismo confunde a ordem de desígnio ou propósito com a ordem de execução. Ele se queixa que no supralapsarianismo Deus decreta a identidade dos réprobos sem considerar a pecaminosidade deles. Mas eu já estabeleci em outro lugar que a reprovação é incondicional, de forma que esta queixa não apresenta nenhum problema.
Além do mais, como temos mencionado acima, quando consideramos o plano de Deus a partir da perspectiva última de sua glória, então até mesmo a reprovação serve ao propósito da redenção – isto é, ela define aqueles a quem Cristo não redimiria – e não o contrário. Na ordem dos decretos eternos, uma vez que Deus decidiu que haveria os eleitos e os réprobos, então ele decretou que a humanidade cairia em pecado para tornar isto possível.
Por outro lado, no infralapsarianismo, no ponto quando Deus decreta a queda do homem, ele assim o fez sem saber o porquê ou o que ele faria sobre isso! Mas se ele tinha a redenção em mente, e assim, a distinção entre os eleitos e os réprobos, de forma que ele soubesse o porquê estava decretando a queda do homem, então ele já tinha decidido sobre a redenção, e assim, isto se torna supralapsarianismo.
Certamente a execução da redenção vem após a queda do homem no pecado. Mas na ordem de desígnio ou propósito, uma pessoa primeira antevê o fim que ela deseja alcançar, para então decidir sobre os meios pelos quais ela alcançará isso. O infralapsarianismo significa necessariamente que Deus decretou a queda do homem sem saber o porquê ele fez isso ou o que aconteceria após isso. Isso é apenas outra forma de dizer que o infralapsarianismo é logicamente impossível.
Assim, a glória de Deus vem primeiro na ordem dos decretos de Deus, e para alcançar isto, é estabelecido o decreto de que Cristo subjugaria todas as coisas sob o Pai. No caminho para alcançar isto está o decreto de que Cristo redimiria da humanidade caída indivíduos escolhidos para se tornarem seus co-herdeiros – assim, a humanidade caída seria dividida em eleitos e réprobos. Para alcançar isto, é estabelecido o decreto de que toda a humanidade cairia em pecado. Então, para alcançar isto, é estabelecido o decreto de que Deus criaria a humanidade. Esta é a ordem de desígnio ou propósito. A ordem é revertida na execução, de forma que a criação vem primeiro, e o plano de Deus culmina em sua glória.
A maior objeção contra o esquema supralapsariano equivale essencialmente a uma oposição à idéia de que Deus poderia designar as identidades dos réprobos antes dele decretar a queda dos tais no pecado. No supralapsarianismo, Deus primeiro decreta que haveria réprobos, e então decreta a queda, para que estes réprobos possam ser materializados. Novamente, a objeção é contra a reprovação incondicional. Para colocar de outra forma, a objeção é contra a soberania absoluta de Deus, ou o fato de que Deus é Deus.
Então, consequentemente, a objeção contra a reprovação incondicional é que ela é injusta – isto é, não de acordo com algum padrão declarado na Escritura, mas de acordo com a intuição pecaminosa do homem. Ele fica incomodado com a idéia! Em todo caso, no tempo em que Deus executa a punição sobre os réprobos, eles já caíram em pecado, de forma que Deus de fato não pune ninguém que seja inocente ou sem pecado, isto é, exceto quando ele causou o sofrimento de Cristo. Mesmo então, o castigo infligido estava apenas na mente de Deus, visto que Cristo estava carregando a culpa dos escolhidos (Isaías 53:10). Assim, o princípio tem sido consistentemente aplicado.
Dessa forma, a objeção contra o supralapsarianismo equivale a uma relutância em admitir que Deus é Deus, e não um homem ou uma mera criatura. Esta é uma característica proeminente por detrás de todos os sistemas teológicos falsos, quer estejamos falando de Liberalismo, Arminianismo ou Calvinismo inconsistente. Mas de fato não há nenhuma objeção bíblica ou racional contra o supralapsarianismo, ou o Calvinismo consistente em geral.
Uma vez que abandonamos nossas falsas e antropocêntricas suposições, a ofensa da soberania divina absoluta desaparece. Se abandonaremos as mesmas, é outra questão. A obra do Espírito na santificação é necessária para que renunciemos todo senso de autonomia humana e pensamento antropocêntrico, incluindo o tipo de “liberdade” relativa e ilusória que aparece no Calvinismo inconsistente.
Podemos dizer algo aqui sobre a ordem dos decretos eternos, e em conexão com isto, sobre o supralapsarianismo e infralapsarianismo. Agora, porque Deus é eterno e onisciente, não há nenhum ponto em seu pensamento em que ele não saiba todas as coisas ou não tenha decidido tudo; portanto, quando falamos de ordem na mente de Deus, estamos nos referindo à ordem lógica e não ordem cronológica.
O infralapsarianismo confunde a ordem de desígnio ou propósito com a ordem de execução. Ele se queixa que no supralapsarianismo Deus decreta a identidade dos réprobos sem considerar a pecaminosidade deles. Mas eu já estabeleci em outro lugar que a reprovação é incondicional, de forma que esta queixa não apresenta nenhum problema.
Além do mais, como temos mencionado acima, quando consideramos o plano de Deus a partir da perspectiva última de sua glória, então até mesmo a reprovação serve ao propósito da redenção – isto é, ela define aqueles a quem Cristo não redimiria – e não o contrário. Na ordem dos decretos eternos, uma vez que Deus decidiu que haveria os eleitos e os réprobos, então ele decretou que a humanidade cairia em pecado para tornar isto possível.
Por outro lado, no infralapsarianismo, no ponto quando Deus decreta a queda do homem, ele assim o fez sem saber o porquê ou o que ele faria sobre isso! Mas se ele tinha a redenção em mente, e assim, a distinção entre os eleitos e os réprobos, de forma que ele soubesse o porquê estava decretando a queda do homem, então ele já tinha decidido sobre a redenção, e assim, isto se torna supralapsarianismo.
Certamente a execução da redenção vem após a queda do homem no pecado. Mas na ordem de desígnio ou propósito, uma pessoa primeira antevê o fim que ela deseja alcançar, para então decidir sobre os meios pelos quais ela alcançará isso. O infralapsarianismo significa necessariamente que Deus decretou a queda do homem sem saber o porquê ele fez isso ou o que aconteceria após isso. Isso é apenas outra forma de dizer que o infralapsarianismo é logicamente impossível.
Assim, a glória de Deus vem primeiro na ordem dos decretos de Deus, e para alcançar isto, é estabelecido o decreto de que Cristo subjugaria todas as coisas sob o Pai. No caminho para alcançar isto está o decreto de que Cristo redimiria da humanidade caída indivíduos escolhidos para se tornarem seus co-herdeiros – assim, a humanidade caída seria dividida em eleitos e réprobos. Para alcançar isto, é estabelecido o decreto de que toda a humanidade cairia em pecado. Então, para alcançar isto, é estabelecido o decreto de que Deus criaria a humanidade. Esta é a ordem de desígnio ou propósito. A ordem é revertida na execução, de forma que a criação vem primeiro, e o plano de Deus culmina em sua glória.
A maior objeção contra o esquema supralapsariano equivale essencialmente a uma oposição à idéia de que Deus poderia designar as identidades dos réprobos antes dele decretar a queda dos tais no pecado. No supralapsarianismo, Deus primeiro decreta que haveria réprobos, e então decreta a queda, para que estes réprobos possam ser materializados. Novamente, a objeção é contra a reprovação incondicional. Para colocar de outra forma, a objeção é contra a soberania absoluta de Deus, ou o fato de que Deus é Deus.
Então, consequentemente, a objeção contra a reprovação incondicional é que ela é injusta – isto é, não de acordo com algum padrão declarado na Escritura, mas de acordo com a intuição pecaminosa do homem. Ele fica incomodado com a idéia! Em todo caso, no tempo em que Deus executa a punição sobre os réprobos, eles já caíram em pecado, de forma que Deus de fato não pune ninguém que seja inocente ou sem pecado, isto é, exceto quando ele causou o sofrimento de Cristo. Mesmo então, o castigo infligido estava apenas na mente de Deus, visto que Cristo estava carregando a culpa dos escolhidos (Isaías 53:10). Assim, o princípio tem sido consistentemente aplicado.
Dessa forma, a objeção contra o supralapsarianismo equivale a uma relutância em admitir que Deus é Deus, e não um homem ou uma mera criatura. Esta é uma característica proeminente por detrás de todos os sistemas teológicos falsos, quer estejamos falando de Liberalismo, Arminianismo ou Calvinismo inconsistente. Mas de fato não há nenhuma objeção bíblica ou racional contra o supralapsarianismo, ou o Calvinismo consistente em geral.
Uma vez que abandonamos nossas falsas e antropocêntricas suposições, a ofensa da soberania divina absoluta desaparece. Se abandonaremos as mesmas, é outra questão. A obra do Espírito na santificação é necessária para que renunciemos todo senso de autonomia humana e pensamento antropocêntrico, incluindo o tipo de “liberdade” relativa e ilusória que aparece no Calvinismo inconsistente.

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