Quando diz respeito à escravidão, devemos novamente começar com uma visão correta da realidade. Assumindo o trabalho que fizemos em outros lugares, podemos afirmar que a única visão correta da realidade é a visão bíblica. Porque todos os não-cristãos possuem uma visão falsa da realidade, eles não podem afirmar nada sobre a escravidão. Então, devemos definir sobre que tipo de escravidão estamos falando. E novamente, isso pode soar estranho para alguns, especialmente para aqueles que estão cegos pela sua sensibilidade ao assunto, mas é irracional condenar a escravidão de todos os tipos e em todos os relacionamentos; se por nenhuma outra razão, então pelo fato de ser um privilégio e deleite ser um escravo de Deus.
Agora, a menção da escravidão freqüentemente envolve idéias conectadas com a situação na América do século dezenove, e para muitas pessoas, esse é o único tipo de escravidão sobre a qual elas conhecem. Contudo, Pedro estava escrevendo a leitores no século primeiro. Assim, a mesma palavra portuguesa pode se referir a coisas que diferem leve ou amplamente. Embora os comentários anteriores sobre ética e a nossa passagem atual possam certamente nos ensinar algo sobre como interpretar a escravidão americana, devemos, em vez disso, nos focar sobre o que Pedro diz para os escravos fazerem no versículo 18, e então sobre o princípio que produz sua instrução como declarada nos versículo 19 e 20.
A palavra traduzida como “escravos” aqui na NVI, e traduzida como “servos” na KJV e NASB,[1] é oiketai ao invés da mais freqüente douloi. Na realidade, não existe um termo em português que nos dê o significado exato da palavra – “escravos” parece ser muito duro e “servos” muito fraco [2] – e assim, ela é mais bem entendida a partir de uma descrição do que essas pessoas eram.
Na história da Roma antiga, os escravos eram adquiridos através de conquista e seqüestro. Por volta do primeiro século, a população escrava consistia primariamente de descendentes desses escravos. A maioria dos escravos tinha nascido nos lares em que serviam. Em nossa passagem, Pedro está se dirigindo a alguns desses servos domésticos que tinham se tornado cristãos.
Havia vários tipos de escravos. Os escravos de minas trabalhavam sob as piores condições e, conseqüentemente, tinham a menor expectativa de vida. A situação dos escravos domésticos era mais agradável. Eles não eram somente indivíduos inábeis designados ao trabalho físico duro, mas muitos deles eram profissionais treinados responsáveis por importantes deveres na casa. Assim, esses escravos podiam ser doutores, professores, músicos, administradores das finanças, e assim por diante.
Os escravos domésticos eram freqüentemente bem tratados. Muitos deles eram considerados membros confiáveis da família. Eram usualmente pagos pelo seu serviço, e aqueles que conseguiam economizar o suficiente poderiam pagar pela sua liberdade. Alguns dos escravos livres até mesmo se tornavam muito ricos. Assim, os escravos domésticos freqüentemente tinham vidas melhores e desfrutavam de maiores chances que os camponeses livres. Como Keener escreve, “economicamente, socialmente e com respeito a liberdade para determinar o seu furuto, esses escravos estavam em melhores condições que a maioria das pessoas livres no Império Romano”. [3]
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[1] Nota do tradutor: A RA e RC também trazem “servos”.
[2] - Hillyer sugere “servos domésticos que não eram livres” (p. 83), e Grudem descreve-os como “[empregados] semi-permanente sem liberdade legal ou econômica” (p. 124).
[3] Craig S. Keener, The IVP Bible Background Commentary: New Testament (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1993), p. 643.
Agora, a menção da escravidão freqüentemente envolve idéias conectadas com a situação na América do século dezenove, e para muitas pessoas, esse é o único tipo de escravidão sobre a qual elas conhecem. Contudo, Pedro estava escrevendo a leitores no século primeiro. Assim, a mesma palavra portuguesa pode se referir a coisas que diferem leve ou amplamente. Embora os comentários anteriores sobre ética e a nossa passagem atual possam certamente nos ensinar algo sobre como interpretar a escravidão americana, devemos, em vez disso, nos focar sobre o que Pedro diz para os escravos fazerem no versículo 18, e então sobre o princípio que produz sua instrução como declarada nos versículo 19 e 20.
A palavra traduzida como “escravos” aqui na NVI, e traduzida como “servos” na KJV e NASB,[1] é oiketai ao invés da mais freqüente douloi. Na realidade, não existe um termo em português que nos dê o significado exato da palavra – “escravos” parece ser muito duro e “servos” muito fraco [2] – e assim, ela é mais bem entendida a partir de uma descrição do que essas pessoas eram.
Na história da Roma antiga, os escravos eram adquiridos através de conquista e seqüestro. Por volta do primeiro século, a população escrava consistia primariamente de descendentes desses escravos. A maioria dos escravos tinha nascido nos lares em que serviam. Em nossa passagem, Pedro está se dirigindo a alguns desses servos domésticos que tinham se tornado cristãos.
Havia vários tipos de escravos. Os escravos de minas trabalhavam sob as piores condições e, conseqüentemente, tinham a menor expectativa de vida. A situação dos escravos domésticos era mais agradável. Eles não eram somente indivíduos inábeis designados ao trabalho físico duro, mas muitos deles eram profissionais treinados responsáveis por importantes deveres na casa. Assim, esses escravos podiam ser doutores, professores, músicos, administradores das finanças, e assim por diante.
Os escravos domésticos eram freqüentemente bem tratados. Muitos deles eram considerados membros confiáveis da família. Eram usualmente pagos pelo seu serviço, e aqueles que conseguiam economizar o suficiente poderiam pagar pela sua liberdade. Alguns dos escravos livres até mesmo se tornavam muito ricos. Assim, os escravos domésticos freqüentemente tinham vidas melhores e desfrutavam de maiores chances que os camponeses livres. Como Keener escreve, “economicamente, socialmente e com respeito a liberdade para determinar o seu furuto, esses escravos estavam em melhores condições que a maioria das pessoas livres no Império Romano”. [3]
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[1] Nota do tradutor: A RA e RC também trazem “servos”.
[2] - Hillyer sugere “servos domésticos que não eram livres” (p. 83), e Grudem descreve-os como “[empregados] semi-permanente sem liberdade legal ou econômica” (p. 124).
[3] Craig S. Keener, The IVP Bible Background Commentary: New Testament (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1993), p. 643.

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